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Comece pela borda: peça à IA que ataque a sua tese
Se você fosse o outro lado, por onde atacaria a sua tese?
Todo bom advogado faz essa pergunta antes de protocolar, e tende a responder com o caso que tinha em mente, o caso típico, aquele em que quase tudo funciona. Só que o centro quase nunca falha: o erro mora nas bordas.
Essa mesma pergunta pode ser feita a uma inteligência artificial. Cole a tese e os documentos, peça que ela assuma o papel do advogado adversário e procure a entrada que derrubaria o seu raciocínio. Aponte três bordas:
• o dado que falta;
• a informação que está lá, mas não na forma que você supunha;
• o caso de fronteira, em que a regra que você invoca talvez nem se aplique.
Depois, acrescente duas frases que fecham portas à invenção: “use apenas o material que colei” e “se faltar informação para concluir, diga o que falta, em vez de supor”. Sem elas, a máquina tende a preencher o vazio em silêncio e devolve um ataque inteiro, bem-acabado, sem dizer qual parte inventou.
O que ela apontar é hipótese de trabalho, não veredito. Cada fraqueza se confere no documento dos autos; cada lei ou precedente que ela mencionar, na fonte primária: o texto vigente, o inteiro teor no site do próprio tribunal. Se a fonte não se confirma, ela não existe para a sua peça.
Dois cuidados práticos: documento de cliente só vai à IA anonimizado, e o que corre em segredo de justiça não vai; e, para que a terceira borda se apoie em texto e não em lembrança, cole também o texto da regra que você invoca.
Melhor ouvir o ataque agora, no conforto do gabinete, do que depois, no caso do cliente.
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Fonte: método de engenharia de prompt jurídico da casa (adversário e casos extremos; conferência na fonte primária); sem lei, precedente ou estatística citados.
Conteúdo informativo; não substitui a análise do caso concreto. Narração e trilha geradas com IA.
PIZANI Advocacia · OAB/BA nº 11.207
Transcrição
Se você fosse o outro lado, por onde atacaria a sua tese?
Todo bom advogado faz essa pergunta antes de protocolar, e tende a responder com o caso que tinha em mente, o caso típico, aquele em que quase tudo funciona. Só que o centro quase nunca falha: o erro mora nas bordas.
Essa mesma pergunta pode ser feita a uma inteligência artificial: cole a tese e os documentos, peça que ela assuma o papel do advogado adversário e procure a entrada que derrubaria o seu raciocínio. Aponte três bordas: o dado que falta; a informação que está lá, mas não na forma que você supunha; e o caso de fronteira, em que a regra que você invoca talvez nem se aplique.
Depois, acrescente duas frases que fecham portas à invenção: use apenas o material que colei; e, se faltar informação para concluir, diga o que falta, em vez de supor. Sem elas, a máquina tende a preencher o vazio em silêncio, e devolve um ataque inteiro, bem-acabado, sem dizer qual parte inventou.
O que ela apontar é hipótese de trabalho, não veredito. Cada fraqueza se confere no documento dos autos; cada lei ou precedente que ela mencionar, na fonte primária: o texto vigente, o inteiro teor no site do próprio tribunal. Se a fonte não se confirma, ela não existe para a sua peça.
Melhor ouvir o ataque agora, no conforto do gabinete, do que depois, no caso do cliente. Se você fosse o outro lado, por onde atacaria? Pergunte primeiro, e comece pela borda.